quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Depoimento de Bárbara M.

Inaugurando a seção de depoimentos do blog, segue a história da Bárbara e o seu filhinho Pedro.

História de amor e luta de pais com seu pequeno filho

Olá meu nome é Bárbara e tenho um anjo em minha vida que responde pelo nome de Pedro. Ele nasceu no dia 25 de março de 2012. Hoje ele está com um ano e seis meses, mas até aqui passamos por uma caminhada bastante difícil para uma mãe de primeira viagem.

Quando recebi a notícia da gravidez eu e meu marido, Marcos, ficamos muito felizes, pois ela foi totalmente planejada. Logo que descobri tinha certeza que seria menino e que se chamaria Pedro, nome que corresponde ao significado "forte como rocha, pedra". Lembro que contava histórias pra ele na barriga e ensinamos nossos cachorros (três) a latirem ao ouvir o nome do nosso anjinho.

Durante os nove meses de gestação correu tudo na maior tranqüilidade. Eis que no dia 25 de março de 2012 às 16h18min veio ao mundo o grande amor das nossas vidas. Para terem uma idéia, eu fiquei em trabalho de parto 3 horas - que foi o tempo de chegar à maternidade e ir para a sala de parto. Foi relativamente rápido e as vezes me recordo dos momentos e penso que Deus facilitou tudo até o nascimento do Pedro, pois após teríamos um pouquinho de “trabalho” até entendermos nosso bebê.

Já no primeiro dia de vida, em função de o parto ter sido normal, os médicos do hospital viram que ele não queria mamar, o que é considerado normal em função da reserva que os bebês possuem.  Então, ele começou a vomitar um líquido escuro e, diante do quadro, resolveram fazer uma lavagem estomacal. Nossa! Quando vieram buscar o Pedro no quarto e saíram parecia que um pedaço de mim havia sido arrancado. Fizerem o procedimento e ele voltou para o quarto, mas em torno das 23hrs do mesmo dia ele ainda vomitou muito, então novamente resolveram levá-lo. Mas dessa vez, além do procedimento ele precisaria ficar a noite em observação no berçário e longe de mim. Foi uma noite difícil, e claro não consegui dormir. O leite não descia e eu estava assustada com a situação. No dia seguinte ele voltou para o quarto, o vômito parou, mas ele ainda não queria saber de mamar, por isso, ficamos um dia a mais até que finalmente ele mamou e nos deram alta.

Já em casa, ao longo de 15 dias ele havia perdido peso, vomitava tudo o que mamava e o pediatra infelizmente disse que era normal, até que com 30 dias na consulta de rotina fomos encaminhados ao hospital infantil e lá logo recebemos o diagnóstico de que nosso bebê tinha megacólon e precisaria fazer duas cirurgias.

Nossa, me lembro como se fosse hoje o cirurgião nos dando a notícia, fiquei sem rumo, pensei que iria perder nosso filho, e não havia nada que eu pudesse ter feito para evitar que ele nascesse com esse pequeno problema. Ficamos por ali internados, pois o abdômen dele estava tão inchado que havia o risco de causar uma infecção generalizada. Na manhã seguinte ele foi para o centro cirúrgico para fazer a colostomia, foram minutos que pareciam séculos, até que o cirurgião apareceu e disse que estava tudo certo. Neste momento ele nos chamou para ver o Pedro e já levantou o lençol para vermos como era o aspecto físico, fiquei em estado de choque, pensei "meu Deus como vou cuidar de um bebê que eu mal sabia como agir  e agora com a colostomia?".

O Pedro não teve nada como cólicas, dor de ouvido, trocar dia pela noite, ele é simplesmente perfeito para nós dois. Enquanto ele esteve com a colostomia conseguimos as bolsinhas na rede pública de saúde, o problema era a dermatite que se formava em volta, o Pedro gritava e ficava roxo de tanta dor que sentia a cada troca, ainda para ajudar, ele evacuava de 10 a 14 vezes ao dia, o que piorava a situação da pele. Sorte que passou rápido e quando vimos, ele já estava com quatro meses, fomos novamente ao hospital para então fazer o rebaixamento.

Foi uma cirurgia mais longa, após o procedimento ele precisou ficar três dias em jejum e nos três meses seguinte ao evacuar ele chorava de dor. Superamos mais uma fase e até 10 meses o bumbum dele ficava em carne viva - nenhum produto ajudava. Usamos creme barreira, Cutisanol (pó e gel), Nistatina, Maisena, Dersani baby, Hipoglós Amêndoas, dávamos banho com camomila e nunca usamos lenço umedecido somente água corrente e sabão líquido neutro, mas nada parecia resolver. Houveram dia em que eu chorava ao ver o sofrimento dele,  mas com a benção de Deus conhecemos o blog e pegamos dicas valiosas, como por exemplo, usar Cetrilan por baixo e Hipoglós por cima e mais Maisena. Nossa, ele usou essa mistura dois meses e não teve nada de assadura, até que do dia pra noite o bumbum começou a não responder as pomadas e começamos uma nova batalha. Cada um dizia uma coisa, alimentação, tipo de leite, tipo de fralda, etc. Resolvemos levar ele novamente em uma consulta com o cirurgião e naquele dia ele receitou um princípio chamado “colestiramina 5%” que é manipulado em forma de pomada, começamos a usar somente ele, mas não resolveu muito, então resolvi usar Cetrilan por baixo e a colestiramina por cima, desde então faz quase seis meses que ele não teve mais problemas de pele com as assaduras, outro detalhe muito valioso foi a mudança do leite normal (fórmula infantil) para o leite de soja NAN SOY, foi a melhor coisa que fizemos, hoje o Pedro evacua cerca de quatro vezes ao dia e não teve mais assaduras. Por isso, não desistam de tentar uma pomada aqui outra ali e assim por diante, porque alguma hora dará certo. Enfim, hoje o Pedro já anda por toda a casa adora os cachorros e é um menino muito alegre, acorda todo dia sorrindo.

Deus, obrigada por ter me dado essa oportunidade de superação como mãe e logo espero ter outro bebê.

E espero que de alguma forma eu possa ajudar alguma mãe.

Abraços,

Bárbara

3 comentários:

  1. Parabéns, mamãe e bebê guerreiros. Aqui a cirurgia virá em breve.

    ResponderExcluir
  2. Minha filha tambem passa por essa batalha

    ResponderExcluir
  3. Minha filha tambem passa por essa batalha

    ResponderExcluir